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História do homem que se habituou a viver sem sonhar
História do homem que se habituou a viver sem sonhar
Neurogamia
Há tempo
Que me oiço a falar
Não são minhas as palavras
Mas é para mim que estão a olhar
No espelho alguém olha para mim
Mas parece não me ver
Será que me estou a perder?
Onde foste tu, razão?
Consegues dar-me a direção
Ou estás para me abandonar?
 
Sinto o chão a fugir
Sigo um caminho por onde não quero ir
Sinto o chão a faltar
E não me queixo de viver sem sonhar
 
Contam-me uma história
E todos estranham ver-me a rir
O que é mau demais para ser verdade
É pedra para eu esculpir
O que faço?
Quero saber
Mas dou por mim a responder
E vou para onde não quero ir.
 
Sinto o chão a fugir
Sigo um caminho por onde não quero ir
Sinto o chão a faltar
E não me queixo de viver sem sonhar
 
Eu choro
Eu grito
No tempo que já passou eu estou