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A água não mata a fome
A água não mata a fome
Fruto Proibido

Tento mentir ao tempo
Enquanto espero pela resposta
Um suspiro, uma incerteza
Uma sombra à minha porta
Deixei que a memória fosse
Quem me atormentasse os dias
Sem nada pedir em troca
Vou cedendo às agonias
O espaço que me coube em sorte
Faz que morra e renasça mais forte
Pouco mais que coisa pouca
Vou cedendo às ironias
Dar-te o que não me pediste
Na incerteza de outros dias
Dás-me a tua mão em troca
Sem nunca nada pedir
Vou sentindo o vento forte
Amanhã hei-de surgir
Tudo não passa de uma ilusão
E eu insisto em andar em contra mão
Quero que a vida me tome
Arder num fogo que me transforme
Porque a sede não me consome
E a água não mata a fome
Olho em volta
E nada me diz
Se sou um herói ou um pobre infeliz
Invento os nadas
Com que me quero enganar
E sigo o caminho mas não sei onde vai dar
Não sei onde vai dar, onde vai dar
Sigo o caminho porque não sei parar
Não sei parar, não sei parar