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Tudo O Que Tenho A Perder
Tudo O Que Tenho A Perder
Arquétipos da alma

Podes pedir-me para não ir por aí
Mas é só o que podes fazer…
Se olhares bem fundo para dentro de mim
Talvez possas compreender
Eu não quero deixar ganhar a razão
Que me diz para não te ver
Mesmo que perca o que tenho na mão
É tudo o que tenho a perder
Como a noite que chega caminhando passo a passo
Eu quero sentir que sou parte do teu espaço
Passar os dias sem ter medo do fim
Pensar só em ti
O bem que me faz ver-te sorrir para mim
É o mal que não me deixa adormecer
Penso em como será estar perto de ti
A ver o dia entardecer
Eu não quero entrar em contradição
Se algo me diz que não vou sofrer
Mesmo que perca o que tenho na mão
É tudo o que tenho a perder
Como a noite que chega caminhando passo a passo
Eu quero sentir que sou parte do teu espaço
Passar os dias sem ter medo do fim
Pensar só em ti

Ricardo

Deitar tudo a perder é um exercício recorrente. Deve ser como o vício da adrenalina em quem desafia, vezes sem conta, as incontinências da morte. Deitar tudo a perder é sentir a vida a fluir por entre o sangue e a carne, a palpitar. Deitar tudo a perder é recriar, desafiar, reformular. Deitar tudo a perder é testar os limites, ver até que posto fronteiriço nos leva a coragem. Deitar tudo a perder é dar ao ponteiros dos segundos uma dimensão enorme, fazê-lo ecoar mais forte que as badaladas das horas certas. Deitar tudo a perder é inspirar os outros a serem mais verdadeiros consigo próprios, a darem pequenos passos para fazer crescer as pernas. Deitar tudo a perder custa muito! Dói que se farta! Mas quando é por causa de um grande amor, não há como o evitar...


Mário

Inebriado por meia dúzia de notas. Capaz de cantar melodias por escrever. Capaz de desafiar o status quo e deixar-me voar.