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Eu Sou (Ego Virtual)
Eu Sou (Ego Virtual)
Arquétipos da alma

Acho que és mais uma história que fica por contar
Podes ser só a memória que não quero apagar
Se me deres um sinal, mesmo sem acreditar
Vou mergulhar na noite, perder-me no luar
Eu sou a tua voz a gritar bem alto por nós
Eu sou a tua dor estampada num céu de amor
Eu sou a tua mão, que te arranca da solidão
Eu sou o final da história que acaba mal
Dás os sonhos à noite e eu não quero acordar
Por ser só nessa altura que me deixo levar
E dizes-me ao ouvido o que eu quero escutar
Deixas-me assim, perdido, à beira de me encontrar
Eu sou a tua voz a gritar bem alto por nós
Eu sou a tua dor estampada num céu de amor
Eu sou a tua mão, que te arranca da solidão
Eu sou o final da história que acaba mal
Quem sou eu, afinal?
O teu ego virtual
Eu sou a tua imagem
Sou uma sombra, uma miragem
Eu sou a tua sorte
O nó na garganta, o garrote
E eu sou, eu sou
Eu sou quem vai estar por ti quando a escuridão chegar
Vais ver eu sou assim

Ricardo

Nunca somos suficientemente determinados. Somos amálgamas de convicções que se moldam no tempo e no espaço, dentro de limites flexíveis. Quando vivemos sufocados pela dependência de outros, esses limites tornam-se obscuros. Ora somos o espelho ora somos o reflexo. Ora somos a luz ora somos a sombra. Quando somos demasiado importantes para as pessoas tornamo-nos em armas letais. Esta é uma realidade que custa engolir pois todos nós nos deleitamos com facilidade na ideia de nos promovermos com o apreço dos outros. E o amor por isso, às vezes transforma-se em grilhões. É uma espécie de consumismo emocional, o amor por decreto. É isso que nos tentam doutrinar: AMA! O amor por decreto. O amor que não percebe a liberdade, que não dá espaço, que faz mirrar. Que está cheio de boas intenções, mas dessas o inferno… e o mal que faz aos outros é o mal que nos faz a nós, pelo que nos transforma, pelo poder que nos confere. Eu não quero esse poder. Quero o amor que me liberta. 1+1 não é igual a 1.