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Culpado
Culpado
Arquétipos da alma

Sabes, não preciso repetir
Estou feliz por ter mudado, não me quero redimir
Mas não quero perder o direito de beijar-te ao amanhecer
Já que todo o mal está feito
Fui cruzar-me no teu caminho
Obrigar-te a estar aqui
Fazer parte do teu destino
Desta vida que escolhi
Queres algo que não posso dar
O passado está presente num futuro por traçar
Então, vou adiar esta história que nem a mim quis contar
Prisioneiro da memória
Culpado sou porque…
Fui cruzar-me no teu caminho
Obrigar-te a estar aqui
Fazer parte do teu destino
Desta vida que escolhi
E agora o tempo cobra-me e eu não tenho com que pagar
Por tudo o que me tens dado
Se ao menos te pudesse amar

Mário F.

Tristes as vidas que se esquivam de cruzar-se com outras ou mesmo de se esbarrar nas experiências mútuas. Adoro estes encontros de onde, residualmente, tiramos grandes lições e vemos emergir grandes amizades. Foi o caso. Conheci uma das mulheres mais fabulosas que é possível existir. A sua integridade, inteligência, beleza e “sofisticação emocional”, colocam-na numa época que ainda há-de vir. Quiçá, nem esses tempos futuros serão adequados a si. Ela merecia que todo um Mundo suspendesse a translação da sua marcha em torno de uma estrela que não ela, pois muito mais ela o mereceria. Mas não amamos quem queremos. Amamos quem, tendencialmente, mais características problemáticas tem. Quem, provavelmente, nos magoará mais. É uma condição humana, inflexível, irremediável e violenta. E por isso, escolhemos a volatilidade no sentimento. E preferimos esquecer, mesmo que por breves momentos, que podemos ser felizes junto de alguém que se nos assemelha. E tocamos-lhe ao de leve, apenas, afastando-nos languidamente de seguida.
 

Mário

Quando um erro de midi gera inspiração, isto significa que estamos receptivos a abraçar tudo o que nos desperta os sentidos. Quando estamos nestes momentos únicos, apenas somos culpados de parar de sonhar e deixarmo-nos levar pelo trivial.